quinta-feira, 16 de abril de 2009

Da Industria Cultural à Era Digital.

É subjetivo quando falamos de arte falarmos do séc. XXI e não citarmos a Industria Cultural. Podemos dizer, que com a indústria cultural a obra de arte perdeu o seu valor? A arte, antes como objetos únicos e culturas isoladas agora já circula entre as grandes massas. Mas por isso podemos dizer que a arte perdeu o seu valor?
Quando falamos “perdeu o seu valor” não queremos nos referir ao valor financeiro, mas sim ao valor de culto.
A obra de arte sempre foi única e exclusiva e por isso sempre foi cultuada. A partir do momento que passa a ser reproduzida em larga escala passa a circular pela massa, perdendo assim sua real autenticidade e seu valor de culto graças as cópias autorizadas e não autorizadas.
Aí vocês devem estar se perguntando. O que tudo isso tem a ver?
Tem tudo a ver com a sociedade e com a propaganda.
A propaganda é uma arte e como todas as outras artes precisa de talento, criatividade, imaginação, dedicação em tempo integral. Toda grande arte precisa de capacidade para instaurar novos valores estéticos.
Tem como objetivo sempre "atingir objetivos" e por isso precisa seguir o que está em voga, observar o comportamento dos consumidores e só então elaborar suas peças, destinadas a influenciar seu grupo alvo e predispor as pessoas à compra das mercadorias que anuncia.
A grande arte, tem seus valores e princípios estéticos pertencentes ao seu próprio universo e nele se bastam. O que faz uma grande arte é a militância do artista na arte pela arte.
É provavel que a publicidade realmente permaneça como a arte do século XXI. A propaganda de massa, que hoje se da graças a Industria Cultural e a Revolução Industrial, é exposta nos veículos de comunicação e no ar livre das ruas mostra a tendência de perder importância enquanto crescem as técnicas da comunicação endereçada diretamente ao indivíduo graças aos veículos digitais (internet). Essa deve ser a grande conquista da propaganda do século atual.
Enquanto antes, nossos publicitários eram os próprios artistas da época que anunciavam suas obras para então poder vender. Mas aonde anunciavam? Não existiam meios de comunicação em massa como os atuais, a maioria das vezes eles vendiam seus produtos boca a boca. Mais tarde com o surgimento dos jornais, conseguiu-se fazer uma propaganda mais “bem feita” digamos através dos meios impressos, jornais e revistas da época. O grande fenômeno da publicidade mundial, o rádio trouxe uma grande revolução para a propaganda. Dentre as agências d epropaganda, a J.W.T. foi a pioneira na utilização desse fonômeno e mais tarde com a chegada da T.V. também foi a primeira a fazer um comercial para esse novo meio.
A propaganda está cada vez atingindo um maior número de pessoas e fazendo trabalhos cada vez mais elaborados graças ao avanço das tecnologias.
Até onde vamos avançar?

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

"Quem quer ser um milionário?" é o grande vencedor da noite.

A cerimônia de entrega do Oscar desse ano teve algumas inovações e mudanças (para melhor), foi uma cerimônia mais rápida e mais objetiva.
Uma cerimônia sem grandes surpresas, portanto será uma postagem também objetiva e sem muito blá, blá, blá...

O favorito "Quem quer ser um milionário?" foi o grande vencedor da noite levando nada menos do que 8 estatuetas; entre elas estão as de melhor roteiro adaptado, melhor fotografia, melhor diretor e como ja era de se esperar melhor filme.

"O curioso caso de Benjamin Button" que também era um dos favoritos levou apenas três estatuetas, sendo elas de melhor direção de art, melhor maquiagem e melhor efeitos visuais.

Kate Winslet levou a estatueta de melhor atriz por "O leitor" desbancando Angelina Jolie e Meril Streep e Sean Penn de melhor ator dessa vez desbancando Brad Pitt.

O ponto mais alto da noite foi a entrega do Oscar de melhor ator coadjuvante para a familia do ator morto em Janeiro de 2008 Heath Ledger por "Batman o cavaleiro das trevas".


Vencedores e perdedores a parte, a cerimônia do Oscar coloca em nosso campo de visão alguns filmes um tanto ainda desconhecidos para nós como é o caso do fenômeno "Quem quer ser um milionário" e "O Leitor" e coroa justamente beldades como "O curioso caso de Benjamin Button" e Batman o Cavaleiro das trevas", este último que mostra Heath Ledger em sua melhor forma.


Segue na íntegra os vencedores de todas as categorias do Oscar 2009.



Melhor roteiro original
Milk - A Voz da Igualdade Dustin Lance Black

Melhor roteiro adaptado
Quem Quer Ser um Milionário? Simon Beaufoy

Melhor filme em língua estrangeira
Departures Japão


Melhor longa de animação
Wall-E

Melhor curta de animação
La Maison en Petits Cubes Kunio Kato


Melhor documentário
Man on Wire James Marsh e Simon Chinn

Melhor documentário em curta-metragem
Smile Pinki Megan Mylan


Melhor trilha sonora original
Quem Quer Ser um Milionário? A. R. Rahman

Melhor canção original
Quem Quer Ser um Milionário? "Jai Ho"

Melhor direção de arte
O Curioso Caso de Benjamin Button Donald Graham Burt e Victor J. Zolfo

Melhor fotografia
Quem Quer Ser um Milionário? Anthony Dod Mantle

Melhor edição
Quem Quer Ser um Milionário? Chris Dickens

Melhores efeitos sonoros
Quem Quer Ser um Milionário? Ian Tapp, Richard Pryke e Resul Pookutty

Melhor edição de som
Batman - O Cavaleiro das Trevas Richard King

Melhores efeitos especiais
O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor maquiagem
O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor figurino
A Duquesa

Melhor curta-metragem
Spielzeugland (Toyland) Jochen Alexander Freydank

Melhor atriz

Kate Winslet ("O Leitor")


Melhor atriz coadjuvante

Penelope Cruz ("Vicky Cristina Barcelona")


Melhor ator coadjuvante

Heath Ledger ("O Cavaleiro das Trevas")


Melhor ator

Sean Penn ("Milk - A Voz da Igualdade")


Melhor diretor

Danny Boyle
"Quem Quer Ser Um Milionário?"


Melhor filme

Quem Quer Ser Um Milionário?
Dirigido por Danny Boyle

domingo, 4 de janeiro de 2009

Crítica à matéria publicada pelo "colunista" do "Yahoo" Regis Tadeu.

Segue na íntegra o link da matéria publicada pelo colunista do Yahoo, Regis Tadeu, sobre o novo CD do Guns n' Roses - "Chinese Democracy" recentemente lançado pela Geffen e importado pela Universal. Quero que se atentem e observem aonde chega a ignorância da imprensa brasileira.




Não é a primeira e infelizmente não será a última vez em que nossa imprensa assina atestados de burrice. É assim no mundo da música, no mundo dos esportes e até quando se fala de política.

Regis Tadeu, quem é esse cara?

Ah sim, claro, um colunista do Yahoo! Do yahoo? Ah sim, a empresa que luta com todas as forças para tentar ser menos pior q o "Ig" e que nunca chegará a ser um "Terra".

Sou um fã incondicional da banda, sim! Porém sou mais fã de música do que do GN'R e acredito que para uma pessoa escrever o que essa figura escreveu sobre a música “If the World” e do Cd em questão é porque não tem noção alguma do significado da palavra música. Bom deixando de falar um pouco do Regis não sei das quantas colunista do que mesmo? Ah sim, do Yahoo…Então deixando de falar dessa peça rara e falando do cd; não sou otário o suficiente para falar que é uma obra prima do gênero Hard Rock, porém acham-se muitos valores musicais nele e “If the World” é uma prova disso assim como “Scraped”.
Axl ja nos deu sinais de megalomanias e podemos dizer que exagerou nas misturas de rítmos em seu cd, pois isso fica evidente quando ouvimos, mas, conseguiu inegavelmente fazer um bom trabalho. Muitos fãs não acreditaram no "Chinese Democracy", muitos chegaram a gritar em plenos pulmões que o álbum não sairia, muitos tiraram como base a desgraça do show na cidade do rock, no rock in rio no ano de 2001, que foi uma verdadeira catástrofe se analizarmos tendo em mente os shows da década passada, porém foi um grande espetáculo se voltarmos para nossa época. Sabem porque muitos criticam o Chinese Democracy? Por que as pessoas têm a mania de comparar épocas, os músicos, a banda de antes com a banda de hoje. Nada é comparável quando falamos de épocas diferentes! Nada! E essa regra existe em todos os campos da vida desde que o mundo é mundo meu caro Regis Tadeu. E saiba que eu, como muitas pessoas NUNCA "estivemos prestes a levantar e ir embora" como você menciona em sua patética matéria. Basta ter um pouco, somente um pouco de conhecimento (qualidade que você demonstrou que não possui) para sabermos que NUNCA o "Chinese Democracy" superaria os "Illusions". E tenho a absoluta certeza que quem conheceu realmente o Guns n' Roses da década de 90 não se decepcionou com o novo cd.

Aqui fica uma dica para a imprensa brasileira e para os profissionais como o Régis Tadeu que "acham" que sabem das coisas: Não falem e não escrevam sobre assuntos dos quais não possuem conhecimento, pois uma palavra mal dita pode acabar com grandes carreiras.

A imprensa brasileira é ruin, mas nada supera o "troço" chamado Régis Tadeu.



quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

[REC]

Para aguçar a curiosidade, o trailer do filme não mostrava nenhuma cena, mas sim a reação do público ao assistir o filme. Comprovei as reações na pele, os gritos, a angústia e o desespero, todos esses elementos fazem do filme um dos melhores do gênero nos últimos anos.
O terror espanhol [REC] dirigido por Jaume Balagueró é espetacular!

Comparações com "A bruxa de Blair" vão acontecer pelo uso inquieto da camera em primeira pessoa, mas se querem saber as semelhanças param por aí.

Ângela Vidal (Manoela Velasco) é apresentadora do fictício programa de tv "Enquanto você dorme". Ela e seu câmera Pablo (Pablo Rosso) estão produzindo uma matéria junto ao corpo de bombeiros de Barcelona, que recebem um chamado de um prédio em que vizinhos escutam gritos vindos do apartamento de uma senhora trancada sozinha em seu apartamento. Ao entrar no apartamento da senhora, eles se deparam com a velha somente de camisola coberta de sangue.

Logo o prédio é selado do lado de fora por agentes sanitários, e ninguém pode sair! Ângela percebe então que tem uma grande matéria em mãos: a negligência das autoridades que não dão nenhuma explicação do que esta acontecendo, e o horror capturado em fita.

A curiosidade de Ângela por fim deixa de existir e a única coisa que importa agora é sobreviver.

O filme acha uma explicação não muito plausível para tudo que está acontecendo, mas a plateia pode não dar muita importância para isso, pois só quer que todo o desespero acabe logo.

[REC], em minha opinião, consegue se consagrar como um filme de terror psicológico, capaz causar aflição em todas as platéias.

Um filme que realmente vale a pena ser visto.